Eu preciso escrever.
É para isso que existo, é para isso que respiro.
Preciso escrever porque meus pensamentos são como um desastre natural, embaralhando todos os pontos da imagem e fazendo desorganizar o organizado quase sempre tão padrão.
Preciso escrever porque tenho a necessidade de jogar tudo isso em um grande quadro, para analisar e entender, para alimentar essa insegurança que se aloja em mim.
Escrevo porque gosto do estrago, e tomo todas as vezes o veneno de não viver sem saber.
Escrevo porque sou viciado, e tomo todos os dias a minha dose de palavras. Fazendo crescer cada vez mais a minha sede de controle, daquilo que sem escrever fica cego, desconhecido.
Sou um dependente e tenho consciência disso, consciência de que escrever só me leva a conceituar tudo e todos, e que esse hábito aparentemente doentio só serve para minar um lado meu que deveria ficar no esquecimento.
Mas é que, escrever é vida, é flor.
E sem escrever eu jamais respiraria tranquilo, sabendo que deixei pra trás um dom tão bonito.
Escrevo pela honra, pelo sentimento de cuidado por aquilo que é tão sagrado.
Escrever é também aprender a manusear as palavras, e entender a força das mesmas.
Palavra tem mágica, e você se enganaria muito, caso não acreditasse nisso.
Nós, "escritores", somos mágicos nesse mundo tão cético e tão frio. E se nesse mundo de cinza, eu fui agraciado com uma ponta de cor, me transformo e tomo até o ultimo gole, fazendo desse dom, na minha vida, multicolor.
Deus me fez criativo, e me mostrou aonde usar tal dom.
Continuo escrevendo por respeito a Deus, aos teus.
- Garçom, por favor, mais uma dose do meu bom dom! -
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