terça-feira, 30 de outubro de 2012


                                                                        "And history books forgot about us and the bible didn't mention us
                                                                                          The bible didn't mention us, not even once."


domingo, 28 de outubro de 2012

                                                                         "...um mundo em mim."

sábado, 27 de outubro de 2012

parado(xal)


Antes de vivermos de verdade, a gente acha que é possível definir tudo que vai acontecer, e como vai acontecer.
"Não quero ser isso, quero ser aquilo, posso ser aquele!"
E no final das contas, terminamos descobrindo que nada disso é nosso, que nada disso pode ser.

Pessoas morrem, vidas mudam, acidentes ocorrem, bebês nascem, histórias de amor tem fim.
A carreira de sucesso decai, a frustração bate na nossa porta, o sucesso chega novamente.
Você ama, vive a desilusão, ama novamente, ama diferente.

Antes a gente acha que pode definir,
gostar ou não gostar
ser ou não ser
estar ou não estar

Mas no final das contas, tudo termina indo por um caminho que não foi escrito,
por uma estrada não planejada, sendo o que não quer ser, podendo o que nunca quis poder.

E no escuro, quando anoitece, você percebe que tudo o que você é hoje não condiz com os planos
que foram feitos antes de abrir a porta e enfrentar o mundo.

O mundo... O mundo!

Eu posso tudo aquilo que nunca imaginei poder,
mas não posso aquilo que um dia imaginei ser.

Seria irônico, caso não fosse cômico.

domingo, 30 de setembro de 2012

passou, tá futurado.


                                                                 Uma das fotos mais bonitas que já vi.
                                                                    "Olho no olho e flor no jardim."


                                                                           "Eu quero ver quando Zumbi chegar o que vai acontecer.
                                                                             Zumbi é senhor das guerras, é senhor das demandas."

sábado, 29 de setembro de 2012

Palavra bem dita (bendita)

Não existe nada mais leviano do que não ter carinho pelas palavras, não revisá-las a cada vez que proferidas. Porque as palavras grudam na pele, se escondem no estômago, engolem o útero, comprimem o cérebro, rompem uma artéria, declaram óbito.
Palavras fazem marcas, mudam um destino, trazem sensações. 
Deixa alegre, deixa triste, deixa ser.

E quando são ditas só por serem ditas, grudam na pele, se escondem no estômago, engolem o útero, comprimem o cérebro, rompem uma artéria, declaram óbito, deixam marcas, mudam o destino, trazem sensações, em vão.




para acalmar a alma e o coração


"Just know you're not alone'Cause I'm going to make this place your home."



Beija-flor é casa de ipê
e o joão-de-barro adora o eucalipto

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

esquizofrenia


Alguém que dance na chuva comigo, não porque parece divertido, mas porque é romântico.
Alguém que não dance por dançar, mas que imagine a cena mais bonita de qualquer comédia romântica. Quero alguém não para entender meus complexos, mas para ser perder no abismo de nós dois.
Alguém que entenda que um mais um não é dois, mas que pode ser um batalhão.
Que entenda a força de unir-se, pois dois seres escolheram em um mundo de ninguém, acompanhar-se em uma jornada de mudanças e evoluções.
Que entenda que alma gêmea não existe, mas que unidos seremos capazes de mudar o mundo. Que unidos seremos capazes de reconstruir nosso mundo.

Não quero ser por ser metade, mas que por inteiro, sendo amor.
E esse sim, digo que não abro mão, de ser inteiro, ser completo.
Quero amar intensamente, inteiramente, até que a morte nos separe.








segunda-feira, 24 de setembro de 2012

marcelo jeneci feito para acabar.

"Quem me diz da estrada que não cabe onde termina,
da luz que cega quando te ilumina,
da pergunta que emudece o coração.
Quantas são as dores e alegrias de uma vida,jogadas na explosão de tantas vidas, vezes tudo que não cabe no querer.
Vai saber, se olhando bem no rosto do impossível, o véu, o vento e o alvo invisível,se desvenda o que nos une ainda assim.
A gente é feito pra acabar,A gente é feito pra dizer que sim,A gente é feito pra caber no mar,E isso nunca vai ter fim."

veracidade


"Às vezes a gente cai de tão alto, que parece que o chão não vai chegar mais.
Ficamos na incerteza de espaço e tempo, perdidos entre outros tantos mundos, até que nos convencemos que todos os próximos dias irão transformar o universo na incerteza dessa queda. Mas aí nós caímos, e surpreendidos pela dor dilacerante ao encontrar o chão, descobrimos que a agonia da sublime queda ainda não tinha sido o ápice dessa odisseia.
Sim, e você responde mentalmente: "e depois da guerra, estaremos em pé novamente."
Levantamos após o baque ensurdecedor, ensaiamos mais alguns passos, e continuamos andando até que essa ferida espalhada pelo nosso corpo vai sendo esquecida - ou novamente tocada.
Algum tempo depois você não sabe mais identificar em qual parte da sua anatomia havia um horror, mas sabe-se que resta uma pequena cicatriz que te faz lembrar uma dor, hoje tão sutil, mas ainda assim verdadeira.

A verdade sobre a felicidade não é que é fruto de memória fraca, mas sim, que é a razão que o homem tem ao entender que mesmo após às quedas, colecionando cicatrizes pelo corpo (pela alma), ainda é possível entender que sorrisos completam a glória, e que lágrimas completam o pranto.
É preciso ser inteiro, é preciso viver tudo, para se tornar a fortaleza que merece essa felicidade.

Parem de procurar, meus caros! O segredo é viver!"

quinta-feira, 14 de abril de 2011

http://projetoeusougay.wordpress.com/

"Vocês sabiam que a cada dois dias um homossexual é morto no Brasil?
Eu garanto que cada brasileiro tem algum laço afetivo, seja familiar, seja de amizade, com um homossexual, mesmo que nem saiba disso. E a cada dois dias um ente querido corre o risco de ser brutalmente assassinado.
Se você ainda apoia esse preconceito ridículo, pense nisso...Você está, mesmo que indiretamente, colaborando para a morte de pessoas que você mesmo ama. Sendo um assassino indiretamente.
Essa menina, assassinada essa semana, tinha pai, tinha mãe, tinha amigos, tinha família, tinha pessoas que a amavam de várias formas. Vários amores morreram junto com ela, e isso tudo porque o brasileiro (você) é incapaz de largar essa ignorância.
E se você diz que não faz nada contra, que só não gosta, essa sua idéia é repassada para outros que não sabem diferenciar o respeito do "não gostar". Um exemplo claro está nos assassinos dessa garota.
Então repense, cara! Pense duas vezes quando for agir de forma preconceituosa, porque amanhã um irmão, um amigo, um primo pode está morto. Amanhã, alguém que você ama também pode ser vítima."

segunda-feira, 11 de abril de 2011

01:18

Às vezes é preciso enxergar por quem que estamos sendo heróis, para entender que até mesmo um ato heróico depende de um conjunto, e nesse caso, depende das vitimas para poder se concretizar, poder valer a pena. Porque bem... Se você salvar um bandido, você não será um herói, não salvará o dia, você será cúmplice e terá cometido um crime.
Se me perguntassem agora do que eu tenho medo, eu responderia: "do deslumbre".

a mudança.

Estou aqui, sentado mais uma vez em frente ao espelho, tentando visualizar cada partícula do meu rosto, do meu corpo, da minha alma. Tentando entender e conhecer aquilo que hipoteticamente sou eu, juntando as pistas e tentando ligar os traços de hoje aos traços de alguns meses atrás. Claro, não é exatamente a primeira vez que isso acontece, para falar bem a verdade, é a "milionésima" vez em anos que eu me deparo com esse ritual. Entretanto, é a primeira vez em que desejei que nada mudasse.
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante" era o que já dizia Raul Seixas, e sem pensar duas vezes, era umas das frases mais metafóricas e características da minha vida. Porque, na minha concepção, um ser humano não vive sem mudanças - e não vive mesmo, eu é que retrocedi.
Porque agora eu me pergunto: "e se tudo parecia perfeito, por que então mudar?". Não que tenha sido uma opção, na verdade, as mudanças dos últimos meses foram compulsórias, sem muito me perguntar, meio que já entendendo que eu iria evitá-las até o último minuto. Fui empurrado em direção a esse abismo de transformações, e através de experiências totalmente novas fui provando sentimentos, sensações, informações... Boas ou ruins, mas novas informações, sensações, sentimentos.
Tudo parecia tão bom, que agora eu já pensava: "olha, numa boa, vamos deixar tudo isso intocável, nada de mudanças". Porque o "maluco beleza" aqui estava, pela primeira vez, se prendendo a intensidade das coisas, entendendo a perfeição dos momentos. Largou a filosofia, aproximou-se do coração e deixou-se transparecer humano. Maluco beleza... Quem diria!!
E aqui, em frente ao espelho, eu penso comigo mesmo: "eu poderia voltar, poderia reviver, e poderia viver todos os próximos dias das mesmas lembranças". Porque essa nostalgia é tão bonita, é tão intensa... Sinto os cheiros, sinto as cores, sinto as dores, sinto a alegria.
O "maluco beleza", ao que tudo indica, foi embora, e é por isso que agora sentado em frente a esse espelho, esse "careta" que vos fala, tenta incansavelmente reconhece-se, resgatar algo que o faça lembrar de quem ele era, porque nada, até agora, parece tão bom quanto antes.
É tão absurdo, tão inaceitável que agora tudo seja tão diferente. Só alguns meses, só algum tempo, e esse cara na frente do espelho é um desconhecido. Um desconhecido que está aprendendo - mais uma vez - a lidar com raiva, com dor, com felicidade, com alegria, com sentimentos... Desajeitado, perdido, aprendendo a manusear o próprio corpo, a própria mente.
E as pessoas? As adoráveis companhias que ficaram no tempo? Será que agora eles vão continuar gostando desse homem? Homem que hoje não é capaz nem de se reconhecer. Porque eles se apaixonaram, gostaram, amaram aquele, daquele tempo, e se essa metamorfose ambulante continuar ambulante, como é que eles vão se capazes de se apaixonar tantas e tantas vezes? Esse homem careta faz essas perguntas, esse homem careta se faz perguntas, e é por isso que hoje a mudança parece tão diferente.



Faz muito tempo desde a última vez, muitos acontecimentos, muitas mudanças... Tanta coisa que eu nem lembrava mais o meu endereço. Mas depois de tanto adiar, de não achar as palavras, de só ouvir barulho dentro da minha cabeça, e de tantos outros tantos, entendi por ser inevitável me expressar aqui. Porque agora eu preciso que isso fique anotado em algum lugar, para que mais tarde eu possa reler e repensar outros tantos valores.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No princípio, éramos três. E o nosso andar tão similar promovia uma espécie de tranquilidade, que dava-nos a certeza de que tudo era uma constante. Éramos assim, Reis da nossa própria irresponsabilidade, e felizes, o mais importante, muito felizes. Meu braço esquerdo e direito, meus companheiros, a formação perfeita. Éramos assim, o essencial.
E agora... Bom, agora eu não consigo falar, nem ouvir, e mal consigo me manter em pé. A verdade é que estou esperando a poeira baixar, o problema passar desapercebido, para que eu possa enxergar a destruição, e ir aos poucos catando as migalhas. Vocês não gostavam tanto? Deveria haver uma explicação naquele quadro, algum bilhete, um rabisco qualquer, algo que me fizesse acreditar nos fatos, e parar de negar a verdade, de empurrar absolutamente qualquer dor para debaixo do tapete.
Está doendo, é verdade, mas nem essa dor eu posso sentir, porque já desconheço a minha vida, já desconheço qualquer um. Há um acidente aqui dentro de mim, e as pessoas já conseguem perceber os sinais nos meus olhos, e quanto mais elas procuram saber, mais impossível é de dividir.

sábado, 23 de outubro de 2010

"Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade -
voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter
genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor
grau de moral ou integridade."

C.F.A.


Genialidade!

domingo, 26 de setembro de 2010

sobre tantos e poucos.

Ziguezagueando pela mente o agrupado de ideias, a sincronia que se abstrai.No espelho o reflexo do que jamais se completa, é a sincronia que ainda assim se abstrai.

Começo, meio... e a ausência da última peça do quebra-cabeça. Ao alcançar os oitenta por cento, se dá conta de que no jogo falta a última parte que raciocínio algum desvenda. Chama os amigos, levanta debates, ouve atenciosamente os palpites alheios, se pergunta e se deixa perguntar, e mesmo assim, oitenta por cento.

O que é a totalidade das coisas? Se não uma resposta insuficiente?
Tomando como exemplo; essa alegria, esse sentimento que precisa ser gritado. O que seria da alegria, se fosse presente nessas ocasiões a memória impecável de um elefante? Porque é inegável o fato de que essa felicidade instantânea se dá por ignorar os fatos antes tão lamentáveis.
A totalidade das coisas está em entender o surreal, pois como tal, não existe. Somos sempre oitenta por cento, incompletos, mas suficientes. Somos uma ínfima parte do cérebro, somos incapazes de ver o universo por um todo. Fazemos o bem pela metade, o mal na sua superficialidade, e agimos com metade da vontade.

A totalidade das coisas não existe, meu caro!
Um homem não é bom em sua totalidade, assim como o mundo não é água em sua totalidade. Como as aves não têm um canto bonito em sua totalidade, e como o mundo abissal está longe da nossa noção de um todo. E é por isso, só por isso, que não conseguimos - nunca - ter o nosso melhor, o nosso total. Porque todas as outras coisas a nossa volta não estão completas, e estando incluídos nesse mundo, também não podemos estar.

A totalidade das coisas é mascarada pela nossa ambição, e quando acreditamos alcançá-la porque chegamos ao meu cargo de uma empresa, ou ao encontrar o amor, nos damos conta de que ainda existem os outros vinte por cento, que de alguma forma, se escondem e se camuflam entre os caminhos da vida.

Mas sabe, se não fosse essa falta que sempre existirá, não teríamos a necessidade de estar aqui. O mundo seria total por si só, sem buscar explicações, sem dever satisfações.
E então, a totalidade das coisas só não existe pela presença (ainda não total) da raça humana.

[...]